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AIDS

-Histórico

O local e a própria origem da AIDS provoca, até hoje, muitas especulações. Sabe-se que retrovírus relacionados ao HIV-1 e HIV-2 podem ser encontrados em primatas, na África. Existe o Vírus da Imunodeficiência Símia (SIV) que infecta chimpanzés africanos e é 98% semelhante ao HIV, o que faz acreditar que ambos têm a mesma origem. Esses e outros fatos reforçam a tese de que o HIV tem origem africana.

Trabalhos científicos recentes sugerem que os homens possam ter sidos contaminados já na década de 40 e 50. Mas, oficialmente, a AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida - SIDA) foi reconhecida em 1981, nos Estados Unidos. Havia um grande número de homens adultos homossexuais, habitantes de São Francisco ou Nova York, que apresentavam sarcoma de Kaposi (uma espécie de pneumonia). Todos tinham o sistema de imunidade comprometido. Então, concluiu-se que era uma nova doença, provavelmente, infecciosa e transmissível, ainda sem classificação.

No Brasil, os primeiros dois casos de AIDS foram publicados em 1982 e eram referentes a pacientes da Região Sudeste.

Dois pesquisadores conseguiram isolar vírus de pacientes com AIDS em 1983. O HIV-1 foi isolado por Luc Montaigner, na França, e Robert Gallo, nos EUA. Em 1986, um segundo agente etiológico, com características semelhantes ao HIV-1, foi identificado: o HIV-2. Foi neste ano que um comitê internacional recomendou o uso do termo HIV ((Human Immunodeficiency Virus ou Vírus da Imunodeficiência Humana). Neste ano, este comitê reconheceu também que esse vírus era capaz de infectar seres humanos.

O Ministério da Saúde divulgou dados oficiais que mais de 76.000 casos de AIDS foram notificados até hoje no país. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que 18 milhões de adultos e 1,5 milhão de crianças já foram infectados pelo HIV. Só o continente africano é responsável por 70% dos casos.


-Formas de transmissão

O vírus HIV foi isolado em fluídos corporais como saliva, lágrimas e urina mas, como estudos comprovam, a infectividade dos vírus desses fluídos são extremamente baixas então, o HIV só pode ser transmitido de forma sexual, sangüínea e vertical.

A transmissão sexual é a forma mais comum de contágio e, ao contrário do que se pensava, a Organização Mundial de Saúde (OMS) considera a mais freqüente forma de transmissão sexual o comportamento heterossexual sem uso de preservativos.

Antigamente, falava-se em grupo de risco, que era, basicamente, os homossexuais e os usuários de drogas injetáveis. Hoje, fala-se em comportamento de risco e isso inclui a ausência de preservativos nas relações heterossexuais. Nos países desenvolvidos, as relações homossexuais ainda são responsáveis por grande parte dos casos de AIDS, mas os heterossexuais contaminados estão aumentando proporcionalmente com a epidemia.

Toda relação sem preservativo é arriscada, mas os riscos de contaminação aumentam com relação anal receptiva, durante o período menstrual ou com a presença de outra DST, principalmente as ulcerativas, como cancro mole, sífilis e herpes genital.

Outra forma de transmissão é a sangüínea. Muitos países estão cada vez mais se preocupando com a qualidade do sangue utilizado em transfusões, como o Brasil, por isso poucos casos de transmissão sangüínea ainda ocorrem por esse meio. Definitivamente, o meio mais eficaz de contágio através do sangue é devido a drogas injetáveis, compartilhando agulhas e seringas. Isso fez com que muitos países adotassem programas para distribuir seringas e agulhas entre os usuários de drogas, não com o intuito de estimular o vício, mas sim de prevenir a doença.

Na África são encontradas as maiores taxas de transmissão de forma vertical. Lá, 30 a 40% das pessoas são infectadas dessa forma enquanto em lugares como a América do Norte, essa estatística cai para 15 a 29%. Isso acontece porque, além de a África ser campeã na transmissão heterossexual, o aleitamento materno lá é mais freqüente que em países industrializados.

Essa forma de transmissão é decorrente da exposição da criança ao vírus durante a gestação, parto ou aleitamento materno.

A gestante pode transmitir o vírus ao filho em qualquer fase da gravidez, sendo que o primeiro trimestre isso é menos freqüente. O risco pode diminuir em até 67% se a gestante usar AZT durante a gravidez e no momento do parto. O AZT ainda deve ser administrado ao recém-nascido por seis semanas.

A transmissão pelo leite materno também pode ser evitada. Nesses casos, devem ser usados leite industrializado ou leite humano de mulher sem o vírus HIV.

-AIDS NÃO SE TRANSMITE:

Bebendo no mesmo copo;

Usando o mesmo banheiro;

Beijando;

Abraçando;

Doando sangue;

Dormindo na mesma cama;

Usando os mesmos talheres;

Por picada de inseto;

Em banco de ônibus;

-AIDS SE TRANSMITE:

sexo sem preservativo;

compartilhando seringas e agulhas;

sexo oral e anal sem preservativo;

contato sangüíneo de qualquer espécie;


-Prevenção

A AIDS é uma das maiores preocupações nos dias de hoje. As principais estratégias de campanhas para prevenção é a promoção do uso de preservativos, a distribuição de seringas esterilizadas ou descartáveis e o controle da qualidade do sangue, além de ampla divulgação e muita informação sobre a doença.

Preservativos – o uso da camisinha, masculina e feminina, é a única maneira efetiva de proteção sexual contra o HIV. Sua utilização correta reduz substancialmente o risco de transmissão dos vírus dessa e de outras doenças sexualmente transmissíveis. Quanto mais se treinar a colocação da camisinha, mais vai se evitar que ela fure ou escape durante a relação. O uso correto e sistemático da camisinha pode evitar o risco de aquisição do HIV em até 95%.

Em muitas campanhas para a prevenção da doença, inclusive campanhas oficiais, a camisinha aparece no bolso de calça jeans ou em carteiras, mas os próprios fabricantes de preservativos em suas embalagens e o INMETRO recomendam para não se guardar preservativos em locais aquecidos sob risco de danificar o produto, podendo assim aumentar o risco de contaminação por AIDS e DSTs e, ainda, gravidez indesejada. Eles ainda citam como exemplos bolsos de calças, carteiras e porta-luvas de carros, exatamente ao contrário de campanhas governamentais. Hoje, já há no mercado uma camisinha fabricada especificamente para se guardar em lugares mais quentes, mas as outras ainda continuam com essa restrição.

No Brasil, o preservativo ainda é muito pouco usado. Em pesquisa recente, 75 % de 305 homens entre 18 e 30 anos, solteiros na maioria, declaram que mantiveram relações sexuais nos 30 dias anteriores à pesquisa. Mas somente cerca de 30% usaram preservativos.

Cuidados com preservativos masculinos:

observe o prazo de validade e guarde longe do calor, ou seja, fora de bolsos, carteiras e porta-luvas;

apenas lubrificantes à base de água. Vaselina e outros lubrificantes à base de óleo podem facilitar a ruptura;

se a camisinha romper, troque imediatamente;

não reutilize o preservativo. Após usá-lo, jogue no lixo.

Cuidados com preservativos femininos:

observe o prazo de validade e guarde longe do calor;
camisinha e preservativo feminino não devem ser usados juntos;

apesar de já ser lubrificado, caso seja necessário maior lubrificação, deve ser usado lubrificante à base de água;

não reutilize o preservativo. Após usá-lo, jogue no lixo.

Espermicidas – este meio de prevenção se torna altamente eficaz se usado em conjunto com preservativos. Os espermecidas à base de nonoxinol-9 são capazes de inativar o vírus HIV e de outras DSTs "in vitro". Sozinhos, não é comprovado que os espermicidas tenham esse poder.

Prevenção em usuários de drogas injetáveis – a mudança de comportamento dos usuários de drogas injetáveis é a principal forma de prevenção. Compartilhar seringas e agulhas é considerado comportamento de risco. Hoje, a campanha contra HIV entre dependentes, além de orientações educativas, contam com ações efetivas como a distribuição de seringas e agulhas esterelizadas. No começo, esse tipo de atitude foi condenada baseada no temor de aumentar a população de viciados devido ao acesso fácil a equipamento para o uso de drogas injetáveis.

Hoje, já pode-se perceber os resultados positivos dessa estratégia adotada em muitos países.

Exame
Existem quatro grupos de testes que podem ser feitos para detectar a presença HIV: detecção de anticorpos (ELISA - teste imunoenzimático, Western-blot, Imunofluorescência indireta e Radioimunoprecipitação); testes de detecção de antígeno viral (Pesquisa de Antígeno p24); técnicas de cultura viral (cultura de células mononucleares de sangue periférico para isolamento do HIV, cultura quantitativa de células e cultura quantitativa de plasma) e testes de amplificação do genoma do vírus

As técnicas mais utilizadas são aquelas que se baseiam na detecção de anticorpos contra o vírus. Toda a triagem inicial é feita a partir dessa técnica que é mais barata e apresenta ótimos resultados. A detecção de anticorpos não detecta o vírus em si mais a presença do hospedeiro contra o vírus.

Já as outras três técnicas são aplicadas quando os exames sorológicos são duvidosos. Há acompanhamento laboratorial de pacientes, ou mensuração da carga viral para controle de tratamento detectam a presença do vírus ou de suas partículas.

O Center for Diseases Control and Prevention (CDC), em Atlanta, nos Estados Unidos, recomenda que, além de realizar o exame sorológico logo após a exposição, seja feito também em seis semanas, doze semanas e seis meses após a suspeita de contato com o vírus. Se a pesquisa do HIV por PCR estiver disponível, pode ser uma opção porque ao detectar o genoma viral precocemente, informa com precisão a condição de portador ou não.

A janela imunológica é o tempo que leva da aquisição da infecção até a soroconversão. O tempo para o exame anti-HIV se tornar positivo após a infecção é de seis a 12 semanas, com o período médio de 2,1 meses. Nos primeiros 5,8 meses após a transmissão, os testes utilizados apresentam níveis de até 95% de soroconversão.

Normalmente, exames anti-HIV devem ser repetidos até 18 meses após a última exposição considerada de risco. Caso não exista outro contato com o vírus, os exames podem ser feitos 3, 6, 12 e 18 meses após o primeiro exame realizado. Assim, a condição da pessoa poderá ser dada com certeza.

O exame é feito gratuitamente em postos das Prefeituras e do Estado, assim como no Hospital Emílio Ribas, na cidade de São Paulo, que é uma referência nacional para doenças infecto-contagiosas e tratamento da AIDS.


-Sintomas

Existem quatro fases clínicas em que se divide a infecção pelo HIV: infecção aguda; fase assintomática; fase sintomática inicial ou precoce; e AIDS.

Na fase de infecção aguda, os sintomas mais visíveis e freqüentes são: febre, fadiga, cefaléia, faringite mialgia e/ou artalgia, náusea, vômito e/ou diarréia, suores noturnos, meningite asséptica, úlceras orais, úlceras genitais, entre outros.

Na fase assintomática raramente há febre ou outro sintoma qualquer mais existem alguns exames de rotina recomendados aos soropositivos, como: hemograma completo, níveis bioquímicos, sorologia para os vírus da hepatite, sorologia para toxoplasmose (lgG), sorologia para citomegalovírus (CMV) e herpes, sorologia para sífilis, radiografia de tórax, PPD (derivado protéico purificado), papanicolaou (para mulheres) e perfil imunológico e carga viral.

Já na fase sintomática inicial é comum ocorrer suores noturnos, fadiga, emagrecimento, diarréia, sinusites, candidíase oral e vaginal, gengivite, úlceras aftosas, herpes simples, entre outros.

-Complicações

Uma das principais conseqüências da infecção pelo HIV é a possibilidade de adquirir as chamadas doenças oportunistas. Essas doenças só se desenvolvem por uma debilitação no sistema imunológico.

Os microorganismos causadores de doenças oportunistas não ofereceriam riscos a pessoas com o sistema imune normal. Porém, existe a possibilidade de microorganismos patogênicos causar infecções e isso torna mais grave a situação, afastando a nomenclatura de oportunista.

Várias são as doenças oportunistas relacionadas à AIDS e elas podem ser causadas por vírus, bactérias, fungos, protozoários e certas neoplasias. Alguns exemplos são: herpes simples, tuberculose, pneumonia, candidíase, toxoplasmose, entre outras.

-Tratamento

Até o momento, existem dois tipos de tratamento contra o HIV: os inibidores da transcriptase reversa, que inibem a replicação do HIV bloqueando a ação da enzima transcriptase reversa, convertendo o RNA viral em DNA, e os inibidores da protease, que agem no último estágio da formação do vírus, impedindo a ação da enzima protease, importante na formação das partículas do HIV. O AZT é um inibidor da transcriptase reversa.

Com essas drogas, há a possibilidade de terapia combinada, que pode associar duas ou mais drogas do mesmo grupo ou de grupos diferentes. Este é o tratamento anti-retroviral que, devido aos muitos estudos que estão sendo feitos em diversos lugares do mundo, pode trazer mudanças constantes.

Muitas outras drogas estão sendo pesquisadas, inclusive a vacina contra AIDS. Mas, infelizmente, ainda não há previsão para a cura definitiva.






Previna-se*2003